CU É LINDO, CAPÍTULO 2: PONTO G – ROUBOS, TRAPAÇAS E PRIVATIZAÇÕES, VERSÍCULO 2: CUNONIZADOR

Ativismo, CU É LINDO, Cura Gay, Ponto G

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Ação Realizada durante o II Festival Multigênero de Arte – Bem Me Kuir | UERJ | Por Kleper Scarambone | Setembro de 2015

CU É LINDO, CAPÍTULO 1: GÊNESIS, VERSÍCULO 2: MEMÓRIAS INFANTIS

Cura Gay
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CU É LINDO, CAPÍTULO 1: GÊNESIS, VERSÍCULO 2: MEMÓRIAS INFANTIS | 1983 | Corumbá | MS | Foto: Arquivo Familiar

“Cheguei ao mundo e ao passo que fui me desenvolvendo, crescendo naturalmente, assim como o sol nasce todos os dias e a lua brilha no céu, manifestei modos de ser considerados inadequados para um menino. Falo da não correspondência entre o que se manifestava em mim e a expectativa sociocultural. Uma marca me foi imposta pela sociedade, o sexo masculino, que arde em minha pele até hoje, sem que eu tivesse a mínima chance de ser visto e ouvido. Jamais um menino poderia manifestar a energia feminina de modo tão fiel, tão verdadeiro. Faziam parte deste modo de ser, brincar com as meninas e me identificar com movimentos de corpo e vestes do gênero teoricamente oposto ao meu. Isto era uma verdadeira afronta aos valores morais, militares e religiosos.

O que aconteceu comigo durante minha infância foi um verdadeiro massacre, um genocídio interior, uma profunda devastação. Senti na pele a dor da violência, da exclusão e da submissão dos desejos. Todas as minhas relações de afetos e desejos que passavam pelo Cu estavam terminantemente proibidas. Ainda pior, me fizeram acreditar que tais manifestações evidenciavam uma doença ou o que existia de mais desprezível. Sobre isso percebo que existe uma terrível coerção social quando a manifestação da diversidade dos modos de ser se revela e uma trágica noção que afirma que todo o homossexual masculino deseja ser uma mulher. Noção totalmente equivocada, pois em muitos casos este desejo não existe e em outros não se nasce um homem que deseja ser mulher, porque simplesmente o que nasceu foi uma outra existência. Uma vida que se cria para além do binarismo de gênero.

A narrativa social dizia que eu era uma criança viada, um viado, um projeto de bicha, uma tentativa de mulher, uma mulherzinha, uma mariquinha e etc. Estas eram algumas das formas que eu era chamado pelas ruas, pelos corredores do colégio, pelo baleiro quando eu ia comprar um pirulito – as vezes pedir um pirulito era igual a pedir: “deixa eu chupar seu pau?” Em muitos momentos estes nomes quase viravam meu nome social.

Lembro especialmente de uma professora que me chamava de mariquinha, um ato de escárnio, uma vez que eu só queria brincar com as meninas, acho que eu tinha 9 anos. A escola era um dos piores lugares que eu poderia estar. Um dos maiores medos que eu tinha quando eu era criança, e adolescente também, um verdadeiro terror, era que meu nome caísse no número 24 na lista da chamada escolar, você já imaginou, caro leitor, o que isso significava para a minha existência em sala de aula?

Absolutamente, a escola foi um longo período de tortura e sofrimento. Meus afetos eram constantemente desqualificados e a minha intuição e expressão de criativa a todo momento sumariamente constrangidos. Se existe algo que a escola me ensinou, continuamente, foi a me separar de mim, a ter medo do outro e a mentir, para mim mesmo e para o outro, forja desejos.

A transmissão do saber estava fundamentada nos ensinamentos das leis da falsa natureza e da desconexão da corporeidade ou separação do corpo, da mente e dos sentimentos. São raízes longínquas que poderíamos iniciar falado da substituição dos deuses ctônicos e os mitos pelos deuses olímpicos e a filosofia, ou ainda, a concepção mecanicista de Descartes e Newton. Aqueles que são exímios construtores de pontes de saber ainda reclamariam o direito de falar sobre a ação colonizadora, o genocídio material e imaterial dos povos, principalmente índios e negros, visto que habitamos as terras do pau-brasil.”

“Intestino fino passarinho, as memórias de uma grande parte da infância… provocam dores nos ossos!”

Esse é um trecho das escritas do Capítulo 1 do processo criativo-curativo “CU É LINDO” que desenvolvo na Pós-graduação em Arteterapia e Processos de Criação.

CU É LINDO | EM DEFESA DE TODAS AS FAMÍLIAS

Ativismo
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CU É LINDO, CAPÍTULO 6: ATIVISMO, VERSÍCULO 2: EM DEFESA DE TODAS AS FAMÍLIAS

Em 24 de Setembro de 2015, foi aprovado o texto principal do projeto do Estatuto da Família pela comissão especial que o discute na câmara dos Deputados, a comissão aprovou o relatório por 17 votos favoráveis e 5 contrários. Neste texto é afirmada a noção que define família como a união entre homem e mulher.

União entre homem e mulher?

A diversidade cultural, a liberdade afetiva e a expressão dos saberes tradicionais foram mais uma vez atacadas covardemente pelo poder dos discursos hegemônicos com fortes tendências fascistas e teocráticas ou, ainda, a relação afetiva e inconstitucional da política nacional com o fundamentalismo religioso, também celebrado por ruralistas e pistoleiros.

Ocupam-se em disseminar a ideologia da exclusão e do genocídio amoroso promovendo uma guerra no qual a cultura do ódio, o gênero e a sexualidade ocupam um lugar central em seus movimentos internos e externos.

Neste momento, não me parece plausível considerar tal façanha, deste minúsculo-gigante exército sanguinário e colonizador do estar em vida, sem falar também de algumas de suas outras grandes façanhas: o extermínio dos povos negros, indígenas e dos pobres e a utilização do terrorismo e da coerção do Estado para retirar a potência da autodeterminação dos povos.

Tal noção de família evidência o assombro egoísmo da profunda relação da ação colonial, do universalismo científico, da perversão religiosa e da corrupção estatal.

Os sinalizadores das diferenças e desigualdades pontuam um estado de calamidade pública onde todos, sem exceção, estão mergulhados numa tragédia coletiva.

Onde está o Adriano Cor? Onde está o Herinaldo Vinicius Santana? Onde está Semião Fernandes Vilhalva do povo guarani-kaiowá?

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Dos muros onde lemos “cu é lindo”

Reverberação
CU É LINDO, CAPÍTULO 1: GÊNESIS, VERSÍCULO 3: Sentimentalidades Rupestres | Ação Multiplicadores | Rio de Janeiro

CU É LINDO, CAPÍTULO 1: GÊNESIS, VERSÍCULO 3: Sentimentalidades Rupestres | Ação Multiplicadores | Rio de Janeiro

“Finalmente, depois de séculos de recalque e aparições muito pontuais (refiro-me à clássica capa de “Todos os olhos”, de Tom Zé), o cu emerge com força na cena cultural brasileira. Dos muros onde lemos “cu é lindo” à “Polka do cu” de Tatuagem, filme de Hilton Lacerda, passando pela literatura de Hilda Hilst e por Cooking, o belo – e, dirão alguns, polêmico – vídeo de Tunga para a série Destricted, ele, o cu, está por toda parte. Isso para não mencionarmos certo movimento na política brasileira contemporânea que decidiu investir pesadamente na colonização de nossos cus, colocando-os, não poucas vezes, no centro dos debates que marcaram estas últimas eleições.”

“Apesar da onipresença do cu entre nós, os filósofos franceses Gilles Deleuze e Félix Guattari destacam que o cu foi “o primeiro órgão a ser privatizado, removido do campo social”. E como tudo o que é violentamente privado da vida pública por longos períodos de tempo, o cu agora se insurge contra o sistema que o baniu. Liu-liu, personagem de uma micro-narrativa escrita por Hilda Hilst, por exemplo, é um sapo que, com muita pena do seu cu, que só olhava para o chão, informou-se e deu o seu jeito para receber um raio de sol no cu. Mas Liu-liu ficou divido. Seu cu, maravilhado com a beleza do mundo, pois sequer sabia da existência das borboletas, teve problemas sérios de auto-estima.”

Em http://www.ocluster.com.br/a-utopia-do-cu/, por Icaro Ferraz Vidal Junior

CURA GAY – primeiro movimento

Sentimentalidades Rupestres
CU É LINDO, CAPÍTULO 1: GÊNESIS, VERSÍCULO 3: Sentimentalidades Rupestres | 2013 | Junto ao projeto EU AMO Catumbi | RJ Foto: Igor Abreu

CU É LINDO, CAPÍTULO 1: GÊNESIS, VERSÍCULO 3: Sentimentalidades Rupestres | 2013 | Junto ao projeto EU AMO Catumbi | RJ | Foto: Igor Abreu

C – (firme) Pode começar.

U – (na posição de pantera negra) A fé na vitalidade. No que a força da vida tem de mais exuberante, ( se jogando na terra, milanesa) eu quero. Quero as fezes que aleitam a terra e as sementes germinando o novo amanhecer. Quero o mato verde, os frutos coloridos e as flores e as rosas que nascerem desta terra, bem celebradas, no estar em vida real, a união do fausto com o infausto. (dançando entre as plantas e arrancando uma rosa) Quero o transbordar do amor conato, criando estratégias de fuga do medo que paralisa os sonhos, do desespero que isola e da esperança que de tão romântica nunca se realiza, espera.

C – Como você pretende realizar isso?

U – (em pé comendo pétalas de rosas vermelhas) É preciso extrair potência da fertilidade do Cu para transformar os afetos tristes mais densos e sombrios em alegria, afeto artístico-político. Deixar as súbitas expressões interiores transformar-se em matéria concreta criativa. Alguns chamam isso de obra de arte, eu prefiro chamar de acontecimentos cênicos ou artesanato íntimo.

C – É muito sensível isso que você faz.

U – É trabalho de investigar a dor aliado ao ofício de tradutor-artesão com fortes características de inventor. É preciso força, resistência e determinação para transmutar o ódio em amor!

C – (correndo para a varanda) Sai da chuva!

U – (sai correndo em direção a rua)

(Chuva forte)

Projeto CU É LINDO

Cura Gay
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Rio de Janeiro | 07 de Setembro de 2012 | CU É LINDO, CAPÍTULO 3: A CURA GAY, VERSÍCULO 2: O HASTEAMENTO DA BANDEIRA OU VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE A LUTA! | Foto: Ângela Bonolo

O processo criativo “CU É LINDO” foi iniciado em 2011 a partir das reflexões surgidas durante a realização da “Trilogia Venha Me Amar” (2008/2011). Bem como da potência da impossibilidade de deixar de falar sobre a abjeção do Cu, do silêncio histórico da homofobia, da moral social, do fundamentalismo religioso e da ocupação das ruas através da linguagem da performance e da pichação enquanto arte política e curativa.

No início de 2012, o projeto “CU É LINDO” ganhou as ruas na proposição da série de grafismos urbanos intitulada “Sentimentalidades Rupestres”. Nesta via de sentidos, a pichação “CU É LINDO” principiou por se tratar do nome do projeto e do foco do debate que estava sendo proposto à sociedade. Como fundamento desta ação e força de legitimidade enquanto arte e veículo de comunicação político/artístico lembramos da arte rupestre. Desde sempre, as paredes, muros e pedras foram suporte de expressão de sentimentos, registro histórico e comunicação. Assim, todos nós, semelhantes e descendentes desta mesma espécie, partilhamos desta memória social, artística e política. Ao longo dos milênios, vimos esta pratica ganhar vários contornos desde os egípcios, os povos pré-colombianos e, nos dias atuais, a pichação.

A pichação “CU É LINDO” fez enorme sucesso vindo a ganhar admiradores e parceiros de luta. Foi o surgimento dos multiplicadores, pessoas que espontaneamente começaram a replicar a pichação em questão, sendo para mim motivo de forte alegria e comemoração. Exceto alguns, que de forma extremamente capital tentaram privatizar os meus processos criativos, memórias afetivas e ideias teóricas. Também é imprescindível frisar que este processo criativo teve inúmeros afetos criativos e políticos, meus queridxs amigxs, que sem eles certamente nada teria acontecido. São muitos! Neste aspecto, desenvolvo uma estratégia de produção ao qual chamo de Mutirão Infantaria Amorosa, uma realizadora de projetos e sonhos.

Paralelamente a estes movimentos, também comecei a propor acontecimentos performáticos no espaço da cidade pondo em xeque a moral vigente. Neste momento, foi iniciada a serie performática “CU É LINDO”. Tais acontecimentos tem como centro do debate o Cu nas relações da cultura do ódio aos corpos dissidentes de sexo e de gênero, do fundamentalismo religioso, da negligência e exclusão do estado brasileiro e do tabu do Cu. Percebo, no meu desenvolvimento histórico, que a abjeção ao Cu está diretamente ligada a expressão da afetividade e ao exercício do erótico da homossexualidade.

Por fim, “CU É LINDO” é um projeto multiartístico em tecnicolor que revela meu processo de cura das violências e espancamentos que sofri ao longo de minha vida e uma homenagem aos sobreviventes e à memória dos que foram assassinados pela Homofobia, Lesbofobia e Transfobia.

A cultura do ódio aos corpos dissidentes de sexo e de gênero, o fundamentalismo religioso, a negligência e a exclusão do estado brasileiro e o tabu do Cu MATAM, mas também fazem nascer profundos valores criativos!

Uma ode ao amor!

CU É LINDO no II Seminário Desfazendo o Gênero

Desfazendo o Gênero
cu é lindo grupão

CU É LINDO, CAPÍTULO 3: A CURA GAY, VERSÍCULO 10: CULETIVO | Salvador | 2015 | Foto: Susy Shock

A visibilidade do Cu floresce naturalmente bela. É lindo!

Voltar a salvador após 5 anos foi uma vivência fantástica. Ainda mais por se tratar de um momento muito especial: apresentar o projeto “CU É LINDO” na cidade que me ensinou muito sobre arte e vida. Foi em salvador que aprendi a dobrar a esquina e a tocar em meu Cu sem vergonha. Foi lá, nesta terra, que o processo do “CU É LINDO” iniciou, quando conheci Adélia Prado e fiz a oficina de Bufonaria do Sérgio Bustamante, o Palhaço Bicudo, lá pelos anos de 2004, mais ou menos.

Foi simplesmente incrível realizar esta ação! Fazia muito tempo que desejava conseguir fazer esta foto, o “CU É LINDO” CUletivol!!! Um lindo movimento performático. Sinceros agradecimentos a Diana Junyent por tornar este sonho uma realidade! Aos meus grandes e queridos irmãos: Matheus, Pêdra, Cíntia, Gilda, Elton Panamby, Bruno, Guilherme, Camila, Nathalia e mais um monte de queridxs!!! Vocês são phoda!!!

“CU É LINDO” é um projeto multiartístico em tecnicolor que revela meu processo de cura das violências e espancamentos que sofri ao longo de minha vida e uma homenagem aos sobreviventes e à memória dos que foram assassinados pela Homofobia, Lesbofobia e Transfobia.

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Ação realizada durante a oficina  de pornoterrorismo oferecida por

Diana Junyent (http://pornoterrorismo.com/).

“Isso realmente chuta a moral e os bons costumes”

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CU É LINDO

“— É o famoso tabu da analidade, que é muito mais intenso e castrador do que o da genitalidade. Hoje em dia a genitalidade está na moda. Todo mundo quer trepar, pegar, mostrar. Mas a analidade continua como um velho tabu, sobretudo a parte que se refere ao cocô. A recusa à analidade começou quando o ser humano virou bípede, e afastou a narina do rabo do semelhante. Quem inventou a coprofagia não fui eu, já estava no Marquês de Sade! “Os 120 dias de Sodoma” é basicamente sobre cu e bosta e foi escrito em 1785, adaptado pelo Pasolini para o cinema em 1975. Aí você vê como a interdição é arquetípica. Por outro lado, percebo que o cu está em alta, em gritos de manifestações e grafites como “O cu é lindo!”. Isso realmente chuta a moral e os bons costumes. Curioso é que esse verso sugere uma adaptação de um verso famoso do Tavinho Paes nos anos 70, o “Foder é lindo” — diz ele.”

Em 03/12/2014

http://oglobo.globo.com/cultura/livros/autor-de-pornopopeia-lanca-livro-de-cronicas-sobre-sexo-14721283#ixzz3kWh0rauU

CU É LINDO, CAPÍTULO 2: PONTO G – ROUBOS, TRAPAÇAS E PRIVATIZAÇÕES, VERSÍCULO 1: PÉROLAS – AO SE TOCAR NO CU O TODO É ALTERADO

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CARTAZ PEROLA FINAL

O Bem Me Cuir convida à todos para tomarem parte em alguns Transcenários, que estarão expostos de 14 a 17 de setembro de 2015, de segunda à quinta de 14:00 as 18:00 na COART da UERJ.

As inscrições serão feitas on-line pelo link: http://goo.gl/forms/jn398C89Tf, meramente para emissão de certificado, sendo tod@ mundo bem vindo a tomar parte, pelo tempo que quiser, em quantos Transcenários quiser.

Uma das vivências convidadas para fazer parte das Oficinas com Transcenário é:

CU É LINDO, CAPÍTULO 2: PONTO G – ROUBOS, TRAPAÇAS E PRIVATIZAÇÕES, VERSÍCULO 1: PÉROLAS – AO SE TOCAR NO CU O TODO É ALTERADO

A brincadeira é comer o outro com o requinte da fecundação de profundos valores criativos gerados na potência CUletiva, união criativa-afetiva-política. Vivência criativa, com duração de três horas, entre o abjeto e o belo, o amor e o ódio, onde o grande prato, do qual todos os convivas comem, são as aberrações e os absurdos cotidianos. Na emoção de lutar contra os roubos, as trapaças e as privatizações dos estados e manifestações da amorosidade, dos processos criativos, dos órgãos do corpo e das memórias afetivas, experimentaremos o “Yoga do Cu” como via de transformação, celebração e comunhão, tendo como fundamento a arte enquanto vida em ação. Movimentos antropofágicos CUir!
As ostras são “pessoas não-humanas” que vivem pelos mares. Quando algum corpo estranho, como grãos de areia, vermes, pedaços de coral ou rocha, penetra no seu interior, provoca-lhe enorme incômodo por lhe machucar e provocar inflamações. Incapazes de expulsar estes invasores, elas, as ostras, constroem as pérolas. Todos nós, pessoas, humanas ou não-humanas, ao longo do estar em vida nos esbarramos com os vermes ou os grãos de areias – podem ser outras pessoas ou situações – que nos provocam afetos tristes, inflamações do coração ou tempestades de noites selvagens. Fazendo caretas impróprias de tão apaixonadas, sentado na beira do precipício de águas correntes, lembrei de mim, das ostras e de ti. Também recordei daqueles que passam como uma brisa amorosa dando sabor a nossas vidas e daqueles que passam como vermes ou pedras e machucam e arrancam pedaços tão caros, tão importantes, que nos constroem outro. Os passarinhos cantam anunciando uma outra aurora, Fênix.

Vamos construir nossas pérolas? É um convite!

Por Kleper Reis Scarambone Zé Espindola Panamby Athey Almeida Costa Vitral Cury Gilda Bugard Isis Codeço de Urubus

Esta vivência faz parte da primeira edição de Oficinas com ‘Transcenários’, de arte participativa cujo foco prioritário é criar relações, e não objetos; que convida à co-autorias, que nega a necessidade comercial da arte. Para as oficinas e os diálogos teremos a participação de quatro artistas cuja vida se mistura com sua própria arte: Indianara Sophia Fênix, Ítala Isis, Kleper Reis e Mariana Scarambone. Transcenário s questionam essas novas posições dos artistas, obra e público, questionando inevitavelmente toda binaridade e dessa forma dialogando com as temáticas cuir.

O Cartaz foi criado de modo colaborativo. O CU da foto é de Kleper Reis e quem fotografou foi Renan Reis. A Ítala Isis deu uns toques maravilhosos que acalmou o desespero do Kleper. Agora, quando o Marcelo Bugard apareceu e meteu a mão com seu topete de designer… O Cartaz ficou assim como vocês podem ver, lindo!!!

Cu é Lindo no II Seminário Internacional Desfazendo Gênero

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 II Seminário Internacional Desfazendo Gênero

II Seminário Internacional Desfazendo Gênero

“DIA 5 DE SETEMBRO (SÁBADO)

Manhã:
Teatro Castro Alves – sala principal
9h – Saudações de boas-vindas
9h15 – Apresentação artística de Mitta Lux, Euvira e Rainha Loulou (Salvador – Bahia)
9h45 – Conferência de abertura: Dra. Judith Butler
Foyer do Teatro Castro Alves
Instalação de Felipe Rivas (Chile)
Exposição  Cu é lindo – série performática (2011/2015) – Kleper Reis (Rio de Janeiro)”
Para ver toda a programação consulte: