CU É LINDO | EM DEFESA DE TODAS AS FAMÍLIAS

Ativismo
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CU É LINDO, CAPÍTULO 6: ATIVISMO, VERSÍCULO 2: EM DEFESA DE TODAS AS FAMÍLIAS

Em 24 de Setembro de 2015, foi aprovado o texto principal do projeto do Estatuto da Família pela comissão especial que o discute na câmara dos Deputados, a comissão aprovou o relatório por 17 votos favoráveis e 5 contrários. Neste texto é afirmada a noção que define família como a união entre homem e mulher.

União entre homem e mulher?

A diversidade cultural, a liberdade afetiva e a expressão dos saberes tradicionais foram mais uma vez atacadas covardemente pelo poder dos discursos hegemônicos com fortes tendências fascistas e teocráticas ou, ainda, a relação afetiva e inconstitucional da política nacional com o fundamentalismo religioso, também celebrado por ruralistas e pistoleiros.

Ocupam-se em disseminar a ideologia da exclusão e do genocídio amoroso promovendo uma guerra no qual a cultura do ódio, o gênero e a sexualidade ocupam um lugar central em seus movimentos internos e externos.

Neste momento, não me parece plausível considerar tal façanha, deste minúsculo-gigante exército sanguinário e colonizador do estar em vida, sem falar também de algumas de suas outras grandes façanhas: o extermínio dos povos negros, indígenas e dos pobres e a utilização do terrorismo e da coerção do Estado para retirar a potência da autodeterminação dos povos.

Tal noção de família evidência o assombro egoísmo da profunda relação da ação colonial, do universalismo científico, da perversão religiosa e da corrupção estatal.

Os sinalizadores das diferenças e desigualdades pontuam um estado de calamidade pública onde todos, sem exceção, estão mergulhados numa tragédia coletiva.

Onde está o Adriano Cor? Onde está o Herinaldo Vinicius Santana? Onde está Semião Fernandes Vilhalva do povo guarani-kaiowá?

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CU É LINDO, CAPÍTULO 2: PONTO G – ROUBOS, TRAPAÇAS E PRIVATIZAÇÕES, VERSÍCULO 1: PÉROLAS – AO SE TOCAR NO CU O TODO É ALTERADO

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CARTAZ PEROLA FINAL

O Bem Me Cuir convida à todos para tomarem parte em alguns Transcenários, que estarão expostos de 14 a 17 de setembro de 2015, de segunda à quinta de 14:00 as 18:00 na COART da UERJ.

As inscrições serão feitas on-line pelo link: http://goo.gl/forms/jn398C89Tf, meramente para emissão de certificado, sendo tod@ mundo bem vindo a tomar parte, pelo tempo que quiser, em quantos Transcenários quiser.

Uma das vivências convidadas para fazer parte das Oficinas com Transcenário é:

CU É LINDO, CAPÍTULO 2: PONTO G – ROUBOS, TRAPAÇAS E PRIVATIZAÇÕES, VERSÍCULO 1: PÉROLAS – AO SE TOCAR NO CU O TODO É ALTERADO

A brincadeira é comer o outro com o requinte da fecundação de profundos valores criativos gerados na potência CUletiva, união criativa-afetiva-política. Vivência criativa, com duração de três horas, entre o abjeto e o belo, o amor e o ódio, onde o grande prato, do qual todos os convivas comem, são as aberrações e os absurdos cotidianos. Na emoção de lutar contra os roubos, as trapaças e as privatizações dos estados e manifestações da amorosidade, dos processos criativos, dos órgãos do corpo e das memórias afetivas, experimentaremos o “Yoga do Cu” como via de transformação, celebração e comunhão, tendo como fundamento a arte enquanto vida em ação. Movimentos antropofágicos CUir!
As ostras são “pessoas não-humanas” que vivem pelos mares. Quando algum corpo estranho, como grãos de areia, vermes, pedaços de coral ou rocha, penetra no seu interior, provoca-lhe enorme incômodo por lhe machucar e provocar inflamações. Incapazes de expulsar estes invasores, elas, as ostras, constroem as pérolas. Todos nós, pessoas, humanas ou não-humanas, ao longo do estar em vida nos esbarramos com os vermes ou os grãos de areias – podem ser outras pessoas ou situações – que nos provocam afetos tristes, inflamações do coração ou tempestades de noites selvagens. Fazendo caretas impróprias de tão apaixonadas, sentado na beira do precipício de águas correntes, lembrei de mim, das ostras e de ti. Também recordei daqueles que passam como uma brisa amorosa dando sabor a nossas vidas e daqueles que passam como vermes ou pedras e machucam e arrancam pedaços tão caros, tão importantes, que nos constroem outro. Os passarinhos cantam anunciando uma outra aurora, Fênix.

Vamos construir nossas pérolas? É um convite!

Por Kleper Reis Scarambone Zé Espindola Panamby Athey Almeida Costa Vitral Cury Gilda Bugard Isis Codeço de Urubus

Esta vivência faz parte da primeira edição de Oficinas com ‘Transcenários’, de arte participativa cujo foco prioritário é criar relações, e não objetos; que convida à co-autorias, que nega a necessidade comercial da arte. Para as oficinas e os diálogos teremos a participação de quatro artistas cuja vida se mistura com sua própria arte: Indianara Sophia Fênix, Ítala Isis, Kleper Reis e Mariana Scarambone. Transcenário s questionam essas novas posições dos artistas, obra e público, questionando inevitavelmente toda binaridade e dessa forma dialogando com as temáticas cuir.

O Cartaz foi criado de modo colaborativo. O CU da foto é de Kleper Reis e quem fotografou foi Renan Reis. A Ítala Isis deu uns toques maravilhosos que acalmou o desespero do Kleper. Agora, quando o Marcelo Bugard apareceu e meteu a mão com seu topete de designer… O Cartaz ficou assim como vocês podem ver, lindo!!!