Cu é Lindo no II Seminário Internacional Desfazendo Gênero

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 II Seminário Internacional Desfazendo Gênero

II Seminário Internacional Desfazendo Gênero

“DIA 5 DE SETEMBRO (SÁBADO)

Manhã:
Teatro Castro Alves – sala principal
9h – Saudações de boas-vindas
9h15 – Apresentação artística de Mitta Lux, Euvira e Rainha Loulou (Salvador – Bahia)
9h45 – Conferência de abertura: Dra. Judith Butler
Foyer do Teatro Castro Alves
Instalação de Felipe Rivas (Chile)
Exposição  Cu é lindo – série performática (2011/2015) – Kleper Reis (Rio de Janeiro)”
Para ver toda a programação consulte:

Reapropriação ou pelo fim da privatização das memórias afetivas

CU É LINDO

Arquivo facebook - CU É LINDO

Arquivo facebook – CU É LINDO


O projeto “CU É LINDO” é uma iniciativa proposta pelo performer Kleper Reis, iniciada em 2012 na cidade do Rio de Janeiro. Radicada nas recordações e memórias de sua vida. Também celebra os tempos de adolescência quando conheceu a poetiza Adélia Prado e sua obra, “Objeto de Amor”. Desde 2012 este vem realizando ações e procedimentos com vistas a apresentação da “Série performática CU É LINDO” através da exposição dos registros destes trabalhos, fotoperformances e novas ações performáticas. Do mesmo modo, é tema de estudo que compõe a escrita de suas memórias afetivas e processos curativos na monografia da pós-graduação em arteterapia e processos de criação na Universidade Veiga de Almeida. Esta será defendida em 2015. Portanto, trata-se de um projeto de pesquisa que visa a superação, a regeneração das marcas, dos traumas e dos pânicos provocados pela cultura do ódio e da homofobia na história de vida do performe em questão e de muitos outrxs. Assim afirmamos que insultamos a exploração do outro (seja ele animal, vegetal ou mineral), a competição, a repressão, a apropriação perversa, o roubo, as trapaças e o desejo de tirar vantagens.
“CU É LINDO” é uma ode a metamorfose que constrói o novo; a composição do mundo a partir de ações coletivas, fruto da união de singularidades humanas com o intuito de partilhar a movimentação, o balanço necessário para a geração de outra vida social, o desejo de alteridade e a conquista da liberdade criativa e da autopoieses. Um convite a criação de alianças, laços afetivos, solidariedade e cooperação.

Arquivo facebook - CU É LINDO

Arquivo facebook – CU É LINDO

Fonte para consulta dos registros de performances realizadas por Kleper Reis e companheiros de 2008 até os dias atuais:

  http://incomodosparaquemaindavierameamar.blogspot.com.br/

Referências primordiais: “Memórias Afetivas de Uma Bicha Afetada” de Kleper Reis, “Obejeto de Amor” de Adélia Prado e “Ame e Dê Vexame” de Roberto Freire.

Posso, com amorosidade, rebelar-me?

CU É LINDO
Paredes da casa 24|RJ

Paredes da casa 24/RJ | 2015


CU É LINDO é uma arte política que tem como finalidade dar visibilidade a uma questão urgente que reflete a miséria afetiva no convívio social. Iniciado em 2012, na cidade do Rio de Janeiro, segue sendo desenvolvido até os dias atuais. O Brasil é campeão mundial em crimes de ódio, homofobia, lesbofobia e transfobia, que estão diretamente ligados ao desprezo e abjeção do Cu. Falo do ato, do estado ou da condição do Cu em nossa sociedade que revela alto grau de baixeza, torpeza, degradação que se impõe aos corpos que não estão orientados a heterossexualidade como regime político. Por que este órgão sexual foi colocado na história do ocidente como algo sujo e que não merece ser apreciado? Por que o direito a afirmação do prazer e da beleza do Cu suscita tantos incômodos? Por que ficamos chocados e menosprezamos o outro? Por que excluímos o outro do convívio social e familiar? Por que negamos ao outro o direito de expressar a sua integridade amorosa? Por que violentamos o outro espancando-o fisicamente e psicologicamente nas ruas e no convívio familiar? Podemos falar da cultura do ódio, homofobia, lesbofobia e transfobia, que fica escondida entre os dentes daqueles que acham que tolerar o outro é dar-lhe como única alternativa a segregação, a marginalidade e a sombra social e familiar?

CU É LINDO é o grito afetado de uma bicha. Uma resposta amorosa a sanha bestial e ignóbil de uma sociedade fincada em valores perversos e moralismos genocidas. Também é uma arte de repúdio a todas as violências físicas e psicológicas sofridas por aqueles que não são eleitos belos por esta “tentativa de sociedade”. Do mesmo modo, uma homenagem a todos os que foram violados e assassinados vítimas de homofobia, lesbofobia e transfobia. É uma oblação fincada na espiritualidade, na Arteterapia, na arte da Performance, no espaço-tempo radicalmente atual, no Objeto de Amor de Adélia Prado e, principalmente, nas memórias afetivas de uma bicha afetada.

Pela livre manifestação afetiva!

Pela livre manifestação da expressão criativa!

Com o coração profundamente amoroso e acolhedor. Na luta pelo dia em que não precisaremos mais fazer o que fazemos para conquistar dignidade e respeito.