“Isso realmente chuta a moral e os bons costumes”

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CU É LINDO

“— É o famoso tabu da analidade, que é muito mais intenso e castrador do que o da genitalidade. Hoje em dia a genitalidade está na moda. Todo mundo quer trepar, pegar, mostrar. Mas a analidade continua como um velho tabu, sobretudo a parte que se refere ao cocô. A recusa à analidade começou quando o ser humano virou bípede, e afastou a narina do rabo do semelhante. Quem inventou a coprofagia não fui eu, já estava no Marquês de Sade! “Os 120 dias de Sodoma” é basicamente sobre cu e bosta e foi escrito em 1785, adaptado pelo Pasolini para o cinema em 1975. Aí você vê como a interdição é arquetípica. Por outro lado, percebo que o cu está em alta, em gritos de manifestações e grafites como “O cu é lindo!”. Isso realmente chuta a moral e os bons costumes. Curioso é que esse verso sugere uma adaptação de um verso famoso do Tavinho Paes nos anos 70, o “Foder é lindo” — diz ele.”

Em 03/12/2014

http://oglobo.globo.com/cultura/livros/autor-de-pornopopeia-lanca-livro-de-cronicas-sobre-sexo-14721283#ixzz3kWh0rauU

CU É LINDO, CAPÍTULO 2: PONTO G – ROUBOS, TRAPAÇAS E PRIVATIZAÇÕES, VERSÍCULO 1: PÉROLAS – AO SE TOCAR NO CU O TODO É ALTERADO

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CARTAZ PEROLA FINAL

O Bem Me Cuir convida à todos para tomarem parte em alguns Transcenários, que estarão expostos de 14 a 17 de setembro de 2015, de segunda à quinta de 14:00 as 18:00 na COART da UERJ.

As inscrições serão feitas on-line pelo link: http://goo.gl/forms/jn398C89Tf, meramente para emissão de certificado, sendo tod@ mundo bem vindo a tomar parte, pelo tempo que quiser, em quantos Transcenários quiser.

Uma das vivências convidadas para fazer parte das Oficinas com Transcenário é:

CU É LINDO, CAPÍTULO 2: PONTO G – ROUBOS, TRAPAÇAS E PRIVATIZAÇÕES, VERSÍCULO 1: PÉROLAS – AO SE TOCAR NO CU O TODO É ALTERADO

A brincadeira é comer o outro com o requinte da fecundação de profundos valores criativos gerados na potência CUletiva, união criativa-afetiva-política. Vivência criativa, com duração de três horas, entre o abjeto e o belo, o amor e o ódio, onde o grande prato, do qual todos os convivas comem, são as aberrações e os absurdos cotidianos. Na emoção de lutar contra os roubos, as trapaças e as privatizações dos estados e manifestações da amorosidade, dos processos criativos, dos órgãos do corpo e das memórias afetivas, experimentaremos o “Yoga do Cu” como via de transformação, celebração e comunhão, tendo como fundamento a arte enquanto vida em ação. Movimentos antropofágicos CUir!
As ostras são “pessoas não-humanas” que vivem pelos mares. Quando algum corpo estranho, como grãos de areia, vermes, pedaços de coral ou rocha, penetra no seu interior, provoca-lhe enorme incômodo por lhe machucar e provocar inflamações. Incapazes de expulsar estes invasores, elas, as ostras, constroem as pérolas. Todos nós, pessoas, humanas ou não-humanas, ao longo do estar em vida nos esbarramos com os vermes ou os grãos de areias – podem ser outras pessoas ou situações – que nos provocam afetos tristes, inflamações do coração ou tempestades de noites selvagens. Fazendo caretas impróprias de tão apaixonadas, sentado na beira do precipício de águas correntes, lembrei de mim, das ostras e de ti. Também recordei daqueles que passam como uma brisa amorosa dando sabor a nossas vidas e daqueles que passam como vermes ou pedras e machucam e arrancam pedaços tão caros, tão importantes, que nos constroem outro. Os passarinhos cantam anunciando uma outra aurora, Fênix.

Vamos construir nossas pérolas? É um convite!

Por Kleper Reis Scarambone Zé Espindola Panamby Athey Almeida Costa Vitral Cury Gilda Bugard Isis Codeço de Urubus

Esta vivência faz parte da primeira edição de Oficinas com ‘Transcenários’, de arte participativa cujo foco prioritário é criar relações, e não objetos; que convida à co-autorias, que nega a necessidade comercial da arte. Para as oficinas e os diálogos teremos a participação de quatro artistas cuja vida se mistura com sua própria arte: Indianara Sophia Fênix, Ítala Isis, Kleper Reis e Mariana Scarambone. Transcenário s questionam essas novas posições dos artistas, obra e público, questionando inevitavelmente toda binaridade e dessa forma dialogando com as temáticas cuir.

O Cartaz foi criado de modo colaborativo. O CU da foto é de Kleper Reis e quem fotografou foi Renan Reis. A Ítala Isis deu uns toques maravilhosos que acalmou o desespero do Kleper. Agora, quando o Marcelo Bugard apareceu e meteu a mão com seu topete de designer… O Cartaz ficou assim como vocês podem ver, lindo!!!

Cu é Lindo no II Seminário Internacional Desfazendo Gênero

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 II Seminário Internacional Desfazendo Gênero

II Seminário Internacional Desfazendo Gênero

“DIA 5 DE SETEMBRO (SÁBADO)

Manhã:
Teatro Castro Alves – sala principal
9h – Saudações de boas-vindas
9h15 – Apresentação artística de Mitta Lux, Euvira e Rainha Loulou (Salvador – Bahia)
9h45 – Conferência de abertura: Dra. Judith Butler
Foyer do Teatro Castro Alves
Instalação de Felipe Rivas (Chile)
Exposição  Cu é lindo – série performática (2011/2015) – Kleper Reis (Rio de Janeiro)”
Para ver toda a programação consulte: